Sem contaminação por patógenos
A produção monitorada, com pouco manuseio humano, deve reduzir o risco de Salmonella ou E. coli chegarem ao alimento.
Razões
Resumo em nossas palavras de 90 Reasons to Consider Cellular Agriculture, de Kristopher Gasteratos (2019), com a numeração original.
A produção monitorada, com pouco manuseio humano, deve reduzir o risco de Salmonella ou E. coli chegarem ao alimento.
O abastecimento depende menos da pecuária e pode continuar durante eventos que interromperiam as colheitas.
A maior parte da contaminação fecal ocorre no abate. Sem abate, essa via desaparece; um teste da Consumer Reports de 2015 achou bactérias indicadoras em toda a carne bovina analisada.
Os hormônios usados para acelerar o crescimento dos animais deixariam de ser necessários.
Uma produção mais limpa pode manter o alimento seguro por mais tempo.
Uma via adicional de oferta de produtos de origem animal, com a população chegando perto de 10 bilhões em 2050.
Sem animais de criação, essa fonte de surtos zoonóticos deixa de existir.
Regiões com pouco acesso a produtos de origem animal poderiam produzi-los localmente.
Animais deixados para trás em enchentes podem contaminar a água, como após o furacão Florence. Sem rebanhos, esse risco não existe.
Pessoas com condições de deficiência de ferro que evitam produtos animais teriam outra fonte de ferro heme.
Não manusear animais abatidos reduz essa via de infecção.
A produção em terra evita a contaminação de pescados por eventos como derramamentos de petróleo.
Bancos de células protegidos poderiam garantir alimento sem radiação após uma guerra nuclear ou grande impacto.
O processo não deve depender dos antibióticos usados na criação de animais.
Menos antibióticos no setor de proteína animal significa menos pressão para o surgimento de resistência.
A nutrição pode ser ajustada, por exemplo, com menos gordura e mais proteína.
Peixes que nunca nadaram no mar não ingerem plástico do oceano.
Pescados feitos sem pesca evitam o acúmulo de mercúrio.
O escoamento da pecuária pode contaminar plantações vizinhas, como num recall de alface ligado a uma fazenda de gado.
Quem evita produtos animais, mas tem alergia a soja, castanhas ou glúten, teria mais opções.
Os avanços podem ser aproveitados na medicina regenerativa e em outras áreas.
Atletas que só usam proteína vegetal poderiam ter um whey sem origem animal.
Sistemas monitorados podem detectar príons, ajudando a evitar surtos como o da vaca louca.
Os laticínios poderiam ser adequados a pessoas com alergia ao leite, especialmente crianças.
O controle do perfil nutricional também pode melhorar o sabor.
Economia de terra estimada para carne bovina.
Economia de terra estimada para laticínios.
Economia de terra estimada para aves.
Economia de terra estimada para carne suína.
Economia de terra estimada para pescados.
Economia de terra estimada no conjunto dos produtos.
Economia de água estimada para carne bovina.
Economia de água estimada para laticínios.
Economia de água estimada para aves.
Economia de água estimada para carne suína.
Economia de água estimada para pescados.
Economia de água estimada no conjunto dos produtos.
Redução de emissões estimada para carne bovina.
Redução de emissões estimada para laticínios.
Redução de emissões estimada para aves.
Redução de emissões estimada para carne suína.
Redução de emissões estimada para pescados.
Redução de emissões estimada no conjunto dos produtos.
Economia de energia estimada para carne. Estudos posteriores mostram que isso depende muito da fonte de energia.
Sem rebanhos, não há as 1,75 bilhão de toneladas de dejetos que poluem lençóis freáticos.
Menos escoamento das fazendas significa menos zonas mortas e proliferação de algas.
Pescados sem redes arrastadas pelo fundo do mar, que destroem corais antigos.
A aquicultura deixaria de liberar sangue com vírus em águas públicas.
Menos pesticidas e herbicidas de lavouras de ração escoando para os oceanos.
A produção local pode encurtar o frete terrestre e marítimo.
A produção local reduz as frotas poluentes.
Menor demanda por grãos tira uma grande pressão sobre as florestas e abre espaço para reflorestar.
Chifre de rinoceronte (queratina) cultivado poderia substituir alguns plásticos.
Equipamentos de pesca são grande parte do plástico na Grande Mancha de Lixo do Pacífico (46% em um estudo).
Menos exposição aos riscos de lesão e amputação do trabalho industrial com carne.
Trabalhadores evitam o trauma, incluindo TEPT, ligado ao abate repetido.
Menos abates sanitários e recalls de contaminação pagos com dinheiro público.
O couro cultivado evita exposições tóxicas de curtumes ligadas a doenças de longo prazo.
Maior controle reduz a rotulagem falsa, que uma pesquisa estimou em 1 a cada 3 peixes.
Produzir sem frotas pesqueiras elimina o contexto do trabalho forçado nesse setor.
A fonte espera queda contínua de preços. Isso ainda não foi comprovado em escala.
Mais de um trilhão de animais, a maioria peixes, são mortos por ano para alimentação. Isso elimina a necessidade.
Uma alternativa à pecuária industrial que não exige criar animais.
Marfim ou chifre cultivados podem enfraquecer o mercado de produtos de caça ilegal.
Uma alternativa para tutores que não querem alimentar seus animais com produtos animais convencionais.
A demanda por pescados pode ser atendida sem retirar peixes de ecossistemas ameaçados.
Sem redes, não há golfinhos e tartarugas capturados por acidente.
Espécies visadas diretamente, como tubarões para sopa de barbatana, sofrem menos pressão.
Menos expansão agropecuária significa menos perda de habitat.
Grãos de países pobres deixariam de ser enviados para alimentar animais de criação intensiva.
Comunidades de baixa renda perto de criações ficariam livres da pulverização de dejetos e seus efeitos na saúde.
Produtos como vesícula de urso poderiam ser feitos sem caça.
Menos choques causados por escândalos alimentares, desastres e recalls caros.
Produtos de menor impacto ficariam menos expostos à futura precificação de carbono.
Maior controle do processo gera produção mais consistente e menos fraude.
Consumidores que pagam mais por produtos de alto bem-estar animal podem pagar por este também.
A produção pode ocorrer tanto em regiões quentes quanto frias.
Imóveis perto de criações intensivas perdem valor, até 88% a curtíssima distância, segundo as fontes citadas.
Menos necessidade de compras públicas de excedentes, como os US$ 20 milhões em queijo nos EUA em 2016.
Países com pouca terra, como Singapura e Japão, poderiam produzir internamente.
Subprodutos como chifres também poderiam ser cultivados se a oferta da pecuária cair.
Menos necessidade de redes de proteção estatais para produtores de leite.
Uma nova indústria gera empregos em biotecnologia e agricultura.
Maior controle da produção significa menos laticínios desperdiçados.
Um jeito mais sustentável de alimentar longas missões e futuros assentamentos.
Aparelhos domésticos poderiam, um dia, permitir produtos personalizados.
Uma variedade maior de produtos, incluindo espécies não criadas ou até extintas.
A dieta poderia ser ajustada a condições como atrofia muscular no espaço.
Ambientes muito controlados reduzem a exposição a patógenos em missões.
Biomateriais podem oferecer resistência e tenacidade para usos exigentes.
Nada encontrado.